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Viagem para Diamantina : a intervenção


A Casa da Glória, formada por duas grandes construções, funciona como instituto de geologia (Centro de Geologia Eschwege), recebendo alunos e profissionais da área; como museu em memória ao antigo Educandário Feminino de Nossa Senhora das Dores (regido por freiras) e como dormitório, com alas apropriadas aos usuários e restrita aos demais visitantes. 
Ao termos que escolher um espaço interno da casa com potencial para uma possível intervenção, elegemos a área sob o mezanino que se localiza na Sala de Estudos. Esta se encontra logo após o passadiço, sendo ocupada por grandes mesas de madeira, algumas mesas de desenho e alguns armários, sendo todos estes inutilizados ou utilizados raramente. 
Um dos motivos que incentivaram a nossa escolha foi a reação e o sentimento compartilhados por todos no grupo ao chegar na sala; decepção. O trajeto desde a entrada na Casa da Glória até o início do passadiço, evidenciam, além do próprio charme da construção, elementos que remontam à história do lugar, como as carteiras da sala próxima à recepção, o oratório e o piano em uma das salas do segundo andar e os alguns manuscritos da época do Educandário expostos, também, no segundo andar. Além disso, o passadiço, por si só, já cria expectativas nos visitantes. O trajeto aliado ao charme do passadiço estimula as expectativas do visitante acerca do que terá do outro lado. Todavia, ao chegar do outro lado, depara-se com uma sala de estudos sem nenhum atrativo. A quebra de expectativa ilustra o quão alheia a sala de estudos está perante o resto da Cada da Glória.

O grupo a trabalhar com esse espaço é formado por: Joana Vaz, João MartinsKaroline de Oliveira,  Luisa Caroline, Marina Telles e Thaís Soares.











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