Em abril, o CCBB em Belo Horizonte recebeu as obras do artista chinês Ai Weiwei, originando a exposição Raiz. Conhecido pelas ávidas críticas sobre o governo chinês, Ai Weiwei demonstra, em tal exposição, sua forte posição política ao revelar histórias pessoais de ativismo político. Além disso, a exposição é marcada por obras que apresentam a cultura chinesa de um olhar "de perto" e críticas sobre a geopolítica global. Na primeira sala da exposição, já era possível seu histórico ativista imprimindo marcas sobre sua arte. Em um dos cantos, uma obra se camufla, singelamente, rente à parede branca. "Surveillance Camera" é marcada pela rigidez, por ora intimidante, uma vez que é feita de uma peça única de mármore monocromático. Essa obra passa a sensação de ser permanente e imutável, como se a câmera estivesse em um estado ininterrupto de vigília. A inspiração dessa peça fora a câmera que o vigiava durante o período em que esteve preso. Outra obra marcante...
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